O amor não é dessas coisas impalpáveis, que se tem a longa distância. O amor é a maior proximidade que se pode ter. É o tão perto, que não se distinguem dois, é UM que são o suficiente. É partícula subatômica e vários universos reunidos.
Amor, não é
dessas coisas inodoras. Tem o cheiro de todas as fragrâncias reunidas, o suor
da infância, o perfume de uma mãe. O amor é um dia e uma eternidade, é
aconchego e temor. Não se escolhe a quem se ama, não se escolhem as cenas; os
episódios são um misterioso desconhecido, cheio de encantos e, por que não,
decepções.
O amor não é
romantismo livresco, é um complexo de drama, tragicomédias, suspense e poesia.
É isso, esse tal amor. É a pura poesia. Um regalo dado em um não sei quando,
nem onde. Um regalo que bate às portas da sensação.
As linhas, os
códigos, não descrevem o amor. O amor é sentido, não só por batimentos cardíacos
acelerados, mas também pela razão, que a cada dia tem medo de perder o ser
amado. Se ama, se é amado, se perde, é-se encontrado.
Ser amado é
sublime, porque não se pede ou não se aprende, é coisa em si. Dessas que se
completam dentro de si e se falam por si só. Ser amado é ter colo, ombro e
braços além dos próprios. É planejar um futuro inteiro juntos e ter medo das
surpresas do destino.
Engana-se
quem crê em sentimento sem medo ou tristeza. Porque amor é vida, é a vida
imperfeita que sendo um milagre se converte na maior das perfeições. Amor é a saudade
contínua do instante. Passado, presente e futuro.
Amor é som.
Assobia, sussurra, musicaliza, faz barulho.
E, sabe? É
engraçado, mas amor não se escuta, não se vê, não se toca e muito menos se
cheira. Não se lê, nem se escreve. Entretanto, eu posso garantir uma coisa, ele
existe. Sim, ele existe em eterna brincadeira, dentro e fora da gente.
O grande
lance do amor é correr sem direção, ficar se escondendo e se exibindo. O grande
lance do amor é que ele existe, ainda quando insistimos em negá-lo e mesmo que
tentemos esquecê-lo.
Ame.
Nenhum comentário:
Postar um comentário