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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Ser-andeiro



Serandeiro, que te espero esta noite
que te esperei outrora, não vi
Um segredo há, que ser andeiro eu
por estas a vagar, sentindo o tempo teu
Feliz era, perfeição não carecia
Feliz era, Ser-andeiro a iluminar a lida
Escapadela sob Arada, lavrara a maldita
semente do fado solitário que desterra toda via

Andeiro-ser, que não me acho
senão na torre da janela. Esperas?
Ou no bueiro meu quedará a falecida?

O fel de teus rancores tragados
apaga as pegadas na sala,
Será desespero meu, a marca que falha?

Serandeiro, não andei em ilusões
Cura andei a perseguir:
de ser alguém ao lado teu.

Tens em ti o meu ser e no negro te escondes
não amas mais quem anda a ser
Serandeiro, por que temes a flor deixada ao longe?

De ondes, me curei
andei por repetir os sinais do sonho
E no pasto, ser-me-ão a dizer:
- Encontras em ti, o ser-andeiro que responde.

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