Meu último poema não escreverei sobre lágrimas,
tampouco risos, somente do Amor que perdi
Não o perdi porque quis, não o perdi por deixá-lo,
o perdi por ele estar perdido.
Amor desses puros e intocados,
que gente nem pensa que existe.
Amor que estremece minh’alma,
porque ela existe para o amor
O Amor que perdi
Não o perdi por palavras ou por sentimentos
O perdi pela perda em si,
como pardal perdido que canta e não sabe o que pedir.
O perdi pela entrega desesperada
de deixar se perder
Não o pedi que ficasse, o pedi que me amasse
E assim se perde a liberdade do pardal.
Queria me lançar aos apuros dos perdidos puros,
Pois aqui é triste, nessa cela de achados
Tão falantes e mudos, que em muito falam da perda,
mas em nada falam do amor.
O amor anda perdido pelas cabeças
como se perdeu meu Amor.
Meu Amor, o perdi sem a perda do amor.
Amor perdido, que te encontres,
em algum lugar de regresso a mim,
em algum lugar em que possas me regalar
o amor que sempre te pedi!
Emanuelle Costa Pantoja
*Postagem dedicada a uma grande amiga, que compartilha comigo a dor da perda...



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