O medo te consome e te arrebata. Palavra sem definição. Coisa da qual fugimos. O medo te doma. Tuas pernas se arrebentam, mas a perseguição continua. Os nós na garganta, medo armado te doma.
O medo devorou teus sonhos, arrancou teu coração, pisou no teu profundo. Tu? Escravo do medo, Senhor do nada. Nem tua sombra te pertence, és sombra de medo, escombro do temor.
Medo medido nos números da injustiça. Te acusam? O tens, o medo, não, ele te tem. O Medo. Embaralha tua memória, encabeça a confusão. Cadê tua história? A apagou, o Medo. Guardião do segredo da escuridão.
Menos sei, menos sei... Ele me tomou, o que estava entre meus dedos e agora está no fim do abismo sem fim. Morte e temor. Dome medo... ao inferno! Tu ou ele?
Vem o castigo, borra cada signo. O sangue da deslealdade ao Ser jorra e alimenta, o Medo o possui como demônio. A Ira do esquecimento, a morte, o medo... dormes.
Querido Diário, não sei escrever
meus sonhos escorrem,
minha felicidade é fluida
estou sozinha em mim
sou pequena,
um sopro de fragilidade
trunfo do silêncio
anjo de tristeza
filha do absurdo
uma mágoa da indecisão
...
" Fuoco di libertà, fiamma di vecchia età
Nei loro cuori sveglia l'ardore, contro l'oscurità
Che fu antico mal, primordiale nella sua realtà "
Nei loro cuori sveglia l'ardore, contro l'oscurità
Che fu antico mal, primordiale nella sua realtà "

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