Nua. Nesse intento de ser toda sua. Despida das minhas máscaras, alegorias de um rosto que se isenta para não sofrer. Sofrer, que nem morrer, um esboço de volver... Volver o toque no meu corpo que sua, mar salgado à espera de partir. Toque intenso de desejo na alma envaidecida pelo contato eterno entre nós dois.Sou a que não cansa de brincar com os palpites, incertos e desinibidos, nos quais tilintam cor-e-ação e coração. Como tartaruga e leopardo, percorro em ti cada vereda do enlevo e do torpor. Sou, pois, mais que rebento da libido, eu – amante – ensurdecido hei de conhecer até tua última expiração.
Aqui, no meu sangue envenenado, correm as lavas cálidas que te buscam com o poder de um arsenal. Armas de tortura, no limite da loucura, entre o desejo libertino e as correntes da paixão.
Estes aforismos exaltados, eu te trago, numa mente herege de ilusões. Evapora desde adentro o beijo de saudade e a trilha sonora da alegria que ninguém jamais ouviu. Ouviu? Ou viu? Sua, toda nua, sua de dor.
Lindo demais
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